segunda-feira, novembro 27, 2006

É natal! É natal!

Para quem m não sabe por onde eu ando...

Aqui fica uma dica.

http://www.obidosvilanatal.pt/

Agora apareçam para ver-me a faezr figuras na rua e ainda ser paga!

segunda-feira, outubro 23, 2006

qualquer título é bem vindo

Dançar até os músculos darem de si...
Até ao cansaço...
Até sentir dor física e aí ter uma razão palpável para chorar.

Ao choro que calamos!
À dor que escondemos!
Aos sonhos que sonhamos!
À vida que vivemos!
Aos amores que que não temos!

sexta-feira, outubro 20, 2006

Rodopios


Um dia acordei e senti que dançava no mundo.
A música tocava, suave e inspiradora.
As árvores acompanhavam-me, dançavam ao vento...

À medida que a musica se ia tornando mais trepediante, mais possessos eram os meus movimentos.
Agressivos e dilacerantes.

A dor nos pés não era nada, comparando à liberdade que sentia. O meu corpo voava... Fazia esculturas no ar.

E dancei até o vento não acompanhar mais as árvores, que foram parando pouco pouco, extasiadas de cansaço.
Dancei até as pontas me ferirem os dedos, mas feliz por ouvir o seu bater. Tão profundo, tão poderoso...

E fui dançando no mundo, pelo mundo...
Uma dança sem fim, uma dança sem pricncípio...
Uma dança minha e só minha.
Um solo ao luar!
Um tango, uma valsa ou uma mazurka.
Dancei todas.

Cabelos soltos e corpo descoberto,
A alma leve e um sorriso na face.

Oh doce rodopiar...

sexta-feira, outubro 06, 2006

O meu poema favorito...

Poeta Castrado, Não!

Serei tudo o que disserem
por inveja ou negação:
cabeçudo dromedário
fogueira de exibição
teorema corolário
poema de mão em mão
lãzudo publicitário
malabarista cabrão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado não!

Os que entendem como eu
as linhas com que me escrevo
reconhecem o que é meu
em tudo quanto lhes devo:
ternura como já disse
sempre que faço um poema;
saudade que se partisse
me alagaria de pena;
e também uma alegria
uma coragem serena
em renegada poesia
quando ela nos envenena.

Os que entendem como eu
a força que tem um verso
reconhecem o que é seu
quando lhes mostro o reverso:

De fome já não se fala
- é tão vulgar que nos cansa -
mas que dizer de uma bala
num esqueleto de criança?

Do frio não reza a história
- a morte é branda e letal -
mas que dizer da memória
de uma bomba de napalm?

E o resto que pode ser
o poema dia a dia?
- um bisturi a crescer
nas coxas de uma judia;
um filho que vai nascer
parido por asfixia?!
- Ah não me venham dizer
que é fonética a poesia !

Serei tudo o que disserem
por temor ou negação:
Demagogo mau profeta
falso médico ladrão
prostituta proxeneta
espoleta televisão.
Serei tudo o que disserem:
Poeta castrado, não!

Ary dos Santos

sexta-feira, setembro 29, 2006

Voltei , voltei, voltei de lá!

VOltei!
Depois de andar a tentar terminar um curso, e que acabei!
Depois das merecidas férias e de ter tirado 1 curso intensivo de verão de como tomar conta de crianças, sobrinhos, tão lindos mas tao cansativos...
Depois de ter andado a pensar mestrado? pós-graduação? MacDonald´s...
Depois de ter descoberto por amiga minha que sou como o camarão, come-se tudo menos a cabeça e as pernas...

EStou de volta!

Voltei , voltei,

Voltei , voltei,

sexta-feira, julho 07, 2006

Coruja


Era uma vez uma menina, igual a todas as outras e diferente de todos.
Aos oito anos já recebia mochos, pois estes são o símbolo da inteligência...
A menina tinha o cabelo curto numa terra de Rappunzeis, usava calças enquanto todas as outras usavam saias. Desde cedo se apercebeu que a beleza não a tinha contemplado. Quando viam a sua irmã exclavam sempre a sua beleza e para si guardavam os elogios de estar grande, crescida e esperta.
Assim cresceu...

Nunca foi brilhante, era uma aluna média, mas sempre lhe diziam os professores que tinha capacidade para mais, só que não era aplicada... A verdade é que a menina sempre andou com a cabeça na lua, num outro mundo distante onde era fada e os seus cabelos longos e azuis.

Hoje a menina olha para si e vê que a beleza nunca a contemplou, esperou pela sua vez, mas nunca chegou.
Não é estilizada... É Botero

E os mochos?
Esses ... voaram!

quinta-feira, junho 22, 2006

Eu tenho 1 vaca leiteira ...

`´E tão linda!!!!!!!!!!!!!!!
São COGUMELOS!!!!





Tenho de mostrar as fotos todas da minha vaquinha!

segunda-feira, junho 12, 2006

Muro das lamentações

Há noites em que a solidão parece que nos abraça...
Hoje é uma dessas noites.
Não sei se é solidão solidão, para isso talvez tivesse que ser uma pessoa sozinha. E não o sou...
Amoras, amigos, familia...
Mas hoje, hoje ao estar sozinha em casa, sinto-me só.

Penso.
E quanto mais penso mais só me sinto... E tu? Onde andas?

O dia, foi uma merda.
Como é que depois de noites a dormir 4 horas, andar de dicionário para trás, dicionário para a frente podem dizer que o trabalho é preguiçoso??
Serei eu obrigada a falar francês?
Não posso não ser boa a uma lingua?
Então que nas alterações vigentes do tratado de bolonha insiram o ensiono delinguas nos curoso. Eu não tenho dinheiro para pagar, e não sei se muita gente tem, tendo em conta que as propinas já vão nos 900 euros!

E depois os meus companheiros, os meus tão queridos ataques de pânico.
Bem, sempre posso dizer que estou acompanhada. Estes não me largam há 8 anos.
E parece que não me querem largar... Lapas!

Pergunto-me se posso continuar a sohnar a ser a Inês de antes... Não com 17 anos e os sonhos da altura.Mas com a coragem.
Penso que eu sempre achei que aquela era a verdadeira Inês e que este estado era passageiro, mas, quantas pessoas que eu conheço só conhecem esta Inês.
Será que os meus sobrinhos, por exemplo, só conhecerão esta tia nervosa, com medo dos autocarros, de muitas pessoas juntas?
Tenho que me esquecer da Inês de antigamente e habituar-me a esta?
Tantas questões que estes meus queridos e adorados amigos me colocam.
E a maior, porquê?

Vou continuar a minha noite solitária a pensar no ataque de ansiedade que tive hoje no autocarro a caminho de casa e no trabalho preguiçoso que fiz para antropologia do simbólico. Deveria ter contado ao professor que a culpa não é minha, sou mesmo burra com o francês. Eu até tive um namorado francês e nem isso me fez aprender nada...
Pra próxima beiijo-o.
Foi isso que eu aprendi com o namorado, talvez assim ele já não me achasse preguiçosa...
Qui çá?

sexta-feira, junho 02, 2006

56

Quero ser transportada para o Surreal .
Quero um mundo de sonhos, nuvens, brumas, magia.
Vivo para sonhar com o onírico.

Levem-me daqui, transportem-me para lá, sou uma feiticeira do vento, como cogumelos encantados, danço com as montanhas, durmo com o fogo e acordo num lago mágico.
Vejo o que não vêem e sonho com o que não há.

Imagino.
Acordo.
Sofro...

quinta-feira, maio 25, 2006

Menina Azul


Era uma vez um sonho, mas esse sonho era muito particular, era um sonho de alguém que não sonhava.
Era uma vida completa e cheia, uma peça com personagens e acção.
Lá no meio andava uma menina de cabelos longos azuis e roxos, encaracolados e compridos, tão compridos que lhe tapavam os seios .
Ela era descendente da Lua, era filha de um Cogumelo Mágico com a prima Estrela da Lua que tocava harpa nas cerimónias. Por isso no seu ventre vinha tatuado um quarto crescente azul, e também como saía à família era dotada de uma voz eloquente, angelical e poderosa, tinha a capacidade de fazer chorar lágrimas de cetim e soltar os gritos mais desesperados.
Ela era uma fada, a fada da confusão, pudera, filha de um Cogumelo Alucinogénico, por sua vez filho de um Cogumelo Venenoso com a Sensatez.
A rapariga azul não podia ser menos confusa, no seu sangue corria o bem, o mal, a sensatez, a loucura, a melodia, a vida.
Ela cantava, e todos no bosque encantado a ouviam, embora a achassem louca.
Ela despia-se e nua dançava no vento, as tranças do cabelo desfaziam-se e ela gemia e uivava até cair num sono rodopiante e genuíno.
Não tinha nome, não tinha vida, não tinha medos nem desejos, apenas existia azul e nua, para assegurar a confusão no mundo, como ela e o seu quarto de lua no ventre.

quarta-feira, maio 24, 2006

Ode à vida

Anos que passaram,
Recordo-os com sentimentos.
Sentimentos inexplicáveis, recordações memoráveis.
Fome de vida, desejo de gritar,
Correr por entre multidões, ao som da música da loucura.
Saltar pelos céus, livre para sentir.

terça-feira, maio 23, 2006

Adeus

É complicado exprimir por palavras o que sinto...
Desde sexta que só penso no telefonema que m trouxe a noticia da tua morte e as perguntas não me largam.
Como?
Porquê?


Hj deixaste oficialmente este mundo, eu não me fui despedir de ti,, não consigo.
Guardo as lembranças de ti em vida.
E é aqui que te deixo uma homenagem, a ti Joana dos óculos azuis...

não consigo escrever mais nada...

Até sempre Camarada!

E a luta continua

domingo, maio 21, 2006

Porquê?

Queria encontrar um livro mágico.
Algo nunca lido, que contivesse a magia de uma vida.

Queria ler e sonhar,
Sonhar a ler,
Ler um sonho,
Sonhar com o lido.

O pó,
O cheiro a bafio dos anos de arrumação.

Um livro encantado,
Com histórias fantásticas,
Personagens imaginárias e cenários teatrais.

Uma heroina sem o ser,
Com uma pergunta para saber,

Porquê ?

sexta-feira, maio 19, 2006

*

Se as estrelas estiverem a sorrir,
Pede-lhes que mandem aos anjos o meu sorriso,
Embala-o em folhas de alecrim e entrega-o à noite.

:(

Sem destino, assim sou eu,
Como uma lágrima que cai do rosto,
O rosto da morte, macabro e carrancudo.
Sem destino, nem fé ou paixão.
Sem a vida aqui estou eu.

quinta-feira, maio 18, 2006

#

Arrepio...
No meu corpo sinto passar uma multidão.
O meu olhar tenta encontrar o teu, mas,
Pára em ti, pára para mim.
Sorrio... Foste embora.

quarta-feira, maio 17, 2006

Sonho

Preciso de me sentir embalada no vento, nadar com as sereias do mar e gritar-lhes para virem comigo até terra. Eu sozinha não consigo, tenho medo, o mundo lá fora é tão cruel e se eu chorar o meu mundo desmorona-se.
Aqui tudo é tão ... Surreal.
As meninas nascem de cabelos azuis ou roxos, os rapazes verdes ou vermelhos, todos eles são felizes e voam em folhas de alecrim.
Somos visitados pelos anjos que trazem noticias das Estrelas, que sabe noticias da Lua. Esta está sempre cheia para nós e enquadra-se entre duas montanhas, separadas por um vale.
A mentira não existe, há sensores, não podemos mentir porque somos descobertos, no entanto não há castigo para a verdade, conversa-se. Ah, que grandes serões, protegida por entre os cogumelos que passei a falar com o Mundo.
Mas, há noite, depois dos banhos tomados, as estrelas saem com os seus vestidos a rigor e dançam entre os gritos e os uivos selvagens. As crianças azuis, roxas e vermelhas de cabelos longos e entrançados dançam num ritual alucinante até se confundirem com os quatro elementos.
Tudo é mágico e alucinado, a Terra gira ao contrário e vemos as coisas em nós, como nos vemos nelas. A Terra sorri, abrindo entranhas que formam novos riachos, e nesses riachos bebemos a água que nos faz sonhar.
Mas, isto já é o sono, a água é apenas o choveiro banal do 15º andar em que vou tomar banho para acordar.
Para quê ?
Os Vales aqui não temem o escuro, o Fogo não namora com a Sabedoria. Tudo é preto ou branco, mas eu não, no meio de um autocarro cinzento eu destoo sendo Azul, não vivendo, Sonhando.Sobrevivo !